quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Hoje é dia de Poesia!

Mensalmente, a Casa das Rosas, em parceria com a Escrituras Editora, promove a Quinta Poética, um grande encontro dos amantes da boa poesia, com a presença de poetas convidados e de um jovem poeta, que tem a oportunidade de apresentar seu trabalho.

Os poetas convidados deste mês de outubro são Raimundo Gadelha, João de Jesus Paes Loureiro, Rubens Jardim, Ricardo Kelmer e Moacir Bedê.

Atenção especial para o jovem poeta Günther Krähenbühl. Ele cursa o sexto ano de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, já ganhou diversos prêmios e participou de antologias. Seu mais recente livro, “O Fantástico Realismo das Três Filhas de Jairo”, está em processo de edição pela Editora Person, com previsão de lançamento para o início de 2010.

Vida longa para a poesia!!!

Quinta Poética
29 de outubro, 19h
Casa das Rosas
Av. Paulista, 37

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Reestreia: Cidade Desmanche

Um baile com músicas pra dançar juntinho, rosto colado, um pra lá, um pra cá. É assim que começa a peça "Cidade Desmanche", do Teatro de Narradores.

Sem serem invasivos, os atores convidam a plateia a dançar com eles e, ao pé do ouvido, contam um pouco da história de seu personagem.

A peça acontece em todos os ambientes do Espaço Maquinária, situado à famosa Rua 13 de maio, na Bela Vista, centro de São Paulo. Por 4 salas, uma varanda e um terraço a plateia transita durante os 90 minutos da apresentação.


São 7 atores e 2 músicos em cena, que vivem histórias sobre a vida dos moradores no centro da cidade de São Paulo. Entre imigrantes, travesti, ex-presidiário e militante, os personagens representam os socialmente excluídos e mostram seu cotidiano da forma mais íntima e singular.

Apesar dos temas aparentarem ser pesados e polêmicos, a segurança e a leveza dos atores e músicos criam um clima bastante agradável de assistir! A dinâmica do espetáculo, com interação e projeções de vídeo na parede dos prédios ao redor e das casas na rua 13 de maio (a peça é parte do projeto Teatro em Transe, um diálogo entre Glauber Rocha e grandes nomes do teatro) também contribuem para que "Cidade Desmanche" se renove a cada dia, como o imprevisível cotidiano de seus personagens.


SINOPSE PARA IMPRENSA
Com dupla narração, a peça conta a história de Nelson, um ex-presidiário que sai da prisão e parte a uma busca sem fim por sua antiga companheira, Helenice, em uma cidade que já não reconhece. E de Coreano, um homem que integra um esquema de falsificação de documentos e manutenção ilegal de bolivianos na cidade.

FICHA TÉCNICA
Criação Coletiva – Grupo Teatro de Narradores.
Direção e Dramaturgia – José Fernando Azevedo.
Elenco – Benito Karmonah, Conrado Caputto, João Paulo Azevedo, Lívia Camargo, Lucélia Sérgio, Teth Maiello, Welton Santos.
Direção Musical – Bruno Monteiro.
Músicos – Ricardo Pesce, Cristiano Bacelar.
Direção de Arte – Cristiane Cortilio.
Desenho de Luz – Lúcia Galvão.
Produção Executiva – Odara Carvalho.
Fotografia – Barbara Campos.
Programação Visual – Fernando Bergamini.
Secretaria – Liliane Alves.


SERVIÇO
Cidade Desmanche

De 24/10/09 até 15/11/09
Sábados 21h e Domingos 20h
Duração – 90 minutos.
Espetáculo recomendável para maiores de 14 anos.
Temporada – Sábados às 21 horas e domingos às 20 horas.
Ingressos – R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia-entrada para estudantes com carteirinha e terceira idade).

ESPAÇO MAQUINARIA

Rua Treze de Maio 240, 2º andar – Bela Vista.
Estacionamento próximo ao teatro: R$15,00.
Telefone: (11) 3853-3651.
Bilheteria abre uma hora antes do início de cada apresentação.
Capacidade – 30 lugares.
www.teatrodenarradores.com.br


Por Thais Polimeni

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Apocalipse Now

Alguns leitores deste blog podem não ter assistido ao épico filme Apocalipse Now, de Francis Ford Coppola (EUA, 1979), no entanto quase nenhum não ouviu pelo menos uma vez na vida o nome do longa-metragem.

O filme é um retrato da Guerra do Vietnã, a partir da ótica do capitão Willard (Martin Sheen) e de sua saga até chegar ao Camboja, onde ele deveria acabar com o ex-coronel norteamericano Walter Kurtz, interpretado de maneira impecável por nada menos que Marlon Brando.

Kurtz, após desertar o exército americano, montou um “vilarejo”, uma espécie de governo paralelo (se é que se pode chamar aquilo de governo...). No lugar havia corpos, ossos e sangue espalhados por todos os lados e centenas de vietcongues que apoiavam o Coronel.

Willard foi recrutado pelo serviço de inteligência estadunidense (entre os militares que o recrutaram está Harrison Ford, ainda sem rugas!), e contou com a ajuda de quatro oficias para atravessar o Vietnã e chegar ao Camboja: Chief Phillips (Albert Hall), Chef (Frederic Forrest), Lance Johnson (Sam Bottoms) e Tyrone 'Clean' Miller (Laurence Fishburne, o Morpheus de Matrix, que nesse filme deveria ter uns 15 anos no máximo).

Durante o percurso, Willard acompanhava com atenção as loucuras que o conflito causava nos combatentes. O General aloprado que surfava em meio a bombas, o assassinato de inocentes sem clemência pelos soldados, a sujeira, o caos, o HORROR... Enfim, todo lado obscuro do ser humano, revelado por uma guerra, que a exemplo de outras, é injustificável.

Bem, o filme é por si só um presente para cinéfilos e não-cinéfilos. Vencedor do Oscar de melhor fotografia e som, além de outras indicações, incluindo de melhor filme e direção, “Apocalipse Now” tem dois outros pontos altos: primeiro, os bastidores do longa foram um capítulo à parte, com direito a um documentário para mostrar a insanidade que foi a filmagem; segundo por tratar de um assunto que incomoda ainda hoje muito americano. Apocalipse Now é de 1979, mais ou menos quatro anos após o cessar fogo definitivo. A opinião pública ainda estava em alvoroço por causa da entrada do país numa guerra que teve como pretexto o alinhamento do Vietnã do Norte com o comunismo e o bombardeio de dois de seus navios que trafegavam pela região, o USS Maddox e USS C.Turney Joy.

Pois bem, de 2000 para cá, quantas vezes isso se repetiu? Afeganistão, Iraque... Quem sabe agora Irã e Coréia do Norte. A política armada estadunidense nunca mudou e dificilmente mudará e Apocalipse Now foi um dos poucos filmes que demonstrou, da maneira mais honesta, os dois lados de um conflito e o HORROR por ele causado. Quem assistiu a Pearl Harbor entende perfeitamente. Os americanos perderam o conflito, este que, aliás, serviu de pretexto para a entrada do país na Segunda Guerra. No entanto, quem saiu moralmente vitorioso foram eles próprios (na figura de Ben Affleck).

Apocalipse Now não foi importante apenas como um filme, como uma expressão artística. Foi mais. Coppola teve a coragem de retratar um assunto que tirou o sono do governo americano, de uma forma que, se não foi o mais honesto possível, chegou perto. Ou será que as pessoas acham que o que aparece nos filmes do Rambo é verdadeiro?

Para finalizar, não poderia deixar de citar a música-tema do filme, The End, do The Doors. Escolha muito feliz. Além de ser um clássico, reflete bem o espírito do filme. Torçamos para que as próximas trilhas sonoras sejam mais felizes. Valeu, Coppola!


Por Leonardo Cassio

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Aniversário de Vinícius de Moraes

O Poetinha, como ficou carinhosamente conhecido o grande Vinícius de Moraes, completaria 96 anos na próxima segunda-feira, 19 de outubro.


Carioca, Vinícius de Moraes veio de uma família de artistas. Seu pai, Clodoaldo Pereira da Silva Moraes, era poeta e violinista amador, e Lidia Cruz, sua mãe, era pianista amadora. Recebeu deles a paixão pela arte. E sua combinação com a inerente paixão pela vida o tornou um artista.

Enquanto diplomata fez o mundo inteiro conhecer a criatividade, a generosidade e a musicalidade brasileira. Muitas vezes foi incompreendido por seus colegas de direito, mas ao invés de dificultar seu trabalho, isso o inspirou a compor canções e poesias sobre as posturas diplomáticas.

A obra de Vinícius de Moraes é extensa e, para homenageá-lo, será realizada uma apresentação no All of Jazz, no dia de seu aniversário, na próxima segunda-feira, 19 de outubro, com grandes composições do Poetinha.

O show é conduzido por Ana Gilli (voz), Leandro Brenner (violão e direção musical), Fernando Silveira (percussão) e Marina Franco (leitura de poemas) que, juntos, têm feito uma intensa pesquisa sobre a vida e a obra de Vinícius de Moraes:


“Há dois anos recebi um convite para fazer uma homenagem a Vinícius de Moraes. Ao começar estes estudos junto aos meus parceiros, descobrimos uma variedade artística imensa no trabalho de Vinícius. Ao apresentar um pouco desta pesquisa em nossos shows percebemos o quanto ela atinge a todas as pessoas de todas as gerações e classes sociais. Há muito o que contar e cantar a respeito deste generoso artista”, ressalta Ana Gilli, atriz e cantora.

Com uma voz deliciosa e uma teatralidade que lhe é peculiar, Ana Gilli presenteia o público com interessantíssimas histórias da trajetória do mestre.

Vale a pena participar desse momento e relembrar – ou conhecer – o maravilhoso trabalho deste grande maestro das transformações da Música Popular Brasileira.

Serviço
Como dizia o Poeta
Tributo a Vinícius de Moraes
19 de outubro – 22h
All of Jazz - http://www.allofjazz.com.br/
Rua João Cachoeira, 1366
(11) 3849 1345
R$20,00 (R$10,00 consumíveis)

Ficha Técnica

Ana Gilli - http://www.myspace.com/anagillicantora/
Leandro Brenner (violão e direção musical)
Fernando Silveira (percussão) Marina Franco (leitura de poemas)
Marketing e Comunicação: contato@cultcultura.com.br

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Trilhas de Tarantino

Cansado de tanto trabalho, Quentin Tarantino cancelou sua visita ao Brasil para lançar seu mais recente filme: “Bastardos Inglórios”.

Para os fãs do cineasta, uma boa notícia: a revista Billboard Brasil chega às bancas hoje (14 de outubro) e traz em sua primeira edição uma entrevista exclusiva com o diretor de Pulp Fiction e Kill Bill. Ele conta como se dá o processo de escolha das trilhas sonoras de seus filmes, o caminho utilizado para a seleção musical de “Bastardos Inglórios” e fala sobre sua sala de discos, um espaço onde separa todo o seu acervo de vinis por artistas, décadas e subgêneros.

A primeira edição da versão brasileira da publicação considerada a “Bíblia da música mundial” traz na capa (foto) o rei Roberto Carlos, além de reportagem sobre todos os gêneros musicais, entrevistas, perfis, análises e os primeiros e aguardados rankings das músicas mais tocadas nas rádios de todo território nacional.

Assessoria de Imprensa: Boischio Comunicação

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A mídia na sociedade do espetáculo

Em 1967, na sempre efervescente Paris, um cara que se definia como um “doutor em nada” lançou um dos mais polêmicos e aterrorizantes livros do século passado: A Sociedade do Espetáculo (La Société du Spectacle).

Guy Debord, o tal do doutor em nada, foi o responsável por uma densa teoria que critica, entre outras coisas, o “espetáculo” propiciado pelos meios de produção modernos, a economia, a política e principalmente pelos meios de comunicação em massa.

Como agitador social e líder do Movimento Internacional Situacionista — fundado na Itália, e que ganhou maior visibilidade em maio de 1968, ano da grande greve — foi um perspicaz observador da sociedade como um todo, tratando de temas que vão desde as relações de trabalho até a produção cultural da época.

Foi um grande contestador, entusiasta revolucionário, que com sagacidade produziu uma obra devastadora. Sociedade do Espetáculo é um livro marco. Quem resolve encará-lo necessita de bastante paciência, uma vez que a tese é de difícil digestão e por que é, de fato, um assunto incômodo.

Debord traça com doses surreais o mundo em que vivemos (a afirmação é válida, apesar da “idade” do livro, já que a sociedade de consumo se intensificou daquele tempo para cá) e toda a farsa, que segundo ele, aliena, manipula e desumaniza os seres.

A imposição do consumo, razão de viver do capitalismo sobrepõe-se as relações humanas, ao pensar. Neste cenário, o que mais importa é ter, e não ser, tornando os objetos de consumo em seres que merecem contemplação. Assim, a publicidade, a comunicação, as ciências econômicas e etc, trabalham em prol de um mundo permeado pelas imagens, um mundo ilusório, que disfarça as grandes mazelas, ou “aquilo que somos”.

Esse mundo “fachada” em que vivemos constrói-se com a exploração dos indivíduos alienados, com a massa incapaz, devido à supressão do dia-a-dia, de questionar o que ocorre, tornando o atordoante quadro em algo natural.

O tempo, o conhecimento, a inteligência, o tempo livre são os grandes inimigos da Sociedade do Espetáculo. Para ela o importante é o comprar, o consumir, nunca o divertir, estudar, refletir. Quem ganha com isso? Como sempre um pequeno grupo que detêm o poder, as informações, o capital. E o pior de tudo é que o autor não é nada otimista com relação ao futuro...

Guy Debord morreu em 1994 e sua morte foi pouco noticiada pela mídia de quem ele tanto falou. Em uma das teses Debord afirma que no Espetáculo aquilo que não foi noticiado não existe. Ainda bem que seu livro ficou, senão ele seria mais dos tantos que inexistem nesse mundo.

Por Leonardo Cassio

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Música da Bahia

Esse intercâmbio de informações e talentos é o que faz diferença na área cultural. Há alguns meses, recebi um e-mail surpreendente da Janaina Costa, produtora cultural de Salvador. Ela foi entrevistada pelo sr. Zózimo, jornalista e proprietário do blog Geração Supernova, onde ele fala sobre a nova geração de bandas, músicos e cantoras brasileiras.

Janaina acessou o Geração Supernova e viu o Cult Cultura entre os blogs seguidos pelo sr. Zózimo: "[O blog de vocês] me chamou atenção porque temos a mesma temática de comunicação, só que em cidades diferentes. Resolvi "segui-los", para ficar sempre por dentro do que rola nesta cidade que respira cultura e arte (VIVA SAMPA)".

Bom, só de ter elogiado Sampa, já ganhou muitos pontos!

Temos mantido contato (não tanto quanto eu gostaria, porque eu amo São Paulo, mas reconheço que o dia aqui tem bem menos de 24 horas. A gente corre muito!!!), trocando informações sobre cultura em São Paulo e Salvador.

Para os paulistanos que acham que em Salvador só tem carnaval, vale a pena conferir a produção cultural da Janaina. Entre as cantoras que ela produz, está Clécia Queiroz que, além de cantora, é atriz e dançarina. Clécia realizará um show em Salvador na próxima semana, dia 15 de outubro.

O show se chama "Samba de Roque": "O título que dá nome ao CD e ao show parece jogo de palavras: "Samba de Roque", “Samba de Roda”, “Rock”.... Só que não é bem assim. “Roque” é Roque Ferreira, compositor estudioso e defensor da genuína cultura dessa terra, que tem mais de 400 músicas gravadas por artistas como Maria Bethânia, Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Martin’ália dentre outros", informa o release.

Se você estiver looonge de Salvador, pode curtir o som de Clecia pela internet: www.myspace.com/cleciacanta

Agora, se você for o sortudo de estar em Salvador no dia 15, não perca:

Clécia Queiroz “Samba de Roque”
Teatro ACBEU (Corredor da Vitória)
15/10/09 (Quinta-feira) – 20:30 horas
R$ 20,00 (inteira) – R$ 10,00 (meia)

Por Thais Polimeni