sexta-feira, 31 de julho de 2009

Ana Cañas lança novo cd

Ana Cañas acaba de lançar seu novo cd, entitulado "Hein?".

Quem apreciou o álbum "Amor & Caos", é bom ouvir o novo trabalho com a mente bem aberta.

Ana Cañas não é cantora de MPB. Ela é cantora e compositora e ponto! Uma excelente cantora e campositora, é bom frisar. Com formação em Artes Cênicas, sua trajetória na música começou a partir da descoberta do som de Ella Fitzgerald: "Foi quando eu ouvi Ella Fitzgerald pela primeira vez, aos 22 anos de idade. Uma vez, ao fazer um teste para um musical em sampa, me deram Night and Day do Cole Porter, interpretado pela Ella. Aí a coisa mudou. Gostei tanto que decorei os improvisos e as mudanças melódicas que ela fazia...".

11 das 12 faixas do álbum são compostas por Ana Cañas. Algumas em parceria com maravilhosos compositores, como Arnaldo Antunes e Nando Reis, por exemplo. A única música que não é de sua autoria é Chuck Berry Fields Forever, de Gilberto Gil.

"Hein?" tem boas doses de rock'n roll. Só pra visualizar: eu fui ao show deste novo cd com os meus pais. Eles acharam que o som estava muito alto e não dava pra ouvir a voz da cantora. É, eles são da geração bossa-nova (que eu também adoro muito, diga-se de passagem).

Eu achei as músicas de "Hein?" uma delícia. Tem para todos os gostos: música lenta com letra meiga, música beeem rock'n roll, música engraçada. Ah, demais! É um cd sem preconceitos. Totalmente eclético. Aprovado! (Ok, eu sei que ela ficará lisonjeada com a minha aprovação. hahaha!).




Leia mais:
http://veja.abril.com.br/noticia/variedades/ana-canas-cantora-vez-compositoras-mpb-486618.shtml

http://geracaosupernova.blogspot.com/2008/02/entrevista-com-cantora-ana-caas.html

Ouça "Hein?":
http://beta.radio.uol.com.br/album/ana-ca%C3%B1as/hein%3F/18226

Por Thais Polimeni

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Cinema com Godard em Salvador

Começou na última segunda-feira em Salvador, o V Semcine (Seminário Internacional de Cinema e Vídeo), evento que, nesta edição, homenageia o grande cineasta francês Jean Luc Godard.

Mesas redondas com temas específicos de cinema, lançamentos de livros, performances multimídia, mostra de vídeo e uma retrospectiva dos filmes do cineasta homenageado compõem as atividades do evento.

Mesa Redonda: O Futuro do Cinema. Fonte: divulgação
(Kiko Goifman, Montserrat Martí, Pedro Paulo Rocha e Arlindo Machado)


Um dos destaques é o Lounge Oi Futuro, um espaço dedicado a diversos tipos de intervenções com vídeo, que vão desde os modelos mais conhecidos, como animações e vídeo-clipes aos mais 'pós-modernos': video-arte e vídeos experimentais.

Lounge Oi Futuro


Parte do evento está sendo transmitido ao vivo pela TV UFBA pelo link http://aovivo.ufba.br/semcine.

Saiba mais em http://www.seminariodecinema.com.br

Por Carol Kaizuka

segunda-feira, 27 de julho de 2009

[TEATRO] Aqui quase longe

Em parceria com o blog Lady Scott, atualizado por Luiza Zanoni, diretora e escritora, o Cult Cultura publica seu novo vídeo sobre a peça "Aqui quase longe" da Cia. Delas, em cartaz no Sesc Av. Paulista até o dia 13 de agosto.

O vídeo é um bate-papo com a atriz Julia Ianina, integrante da Cia. Delas.

O Cult Cultura já conferiu a peça e aprovou! É um espetáculo cheio de efeitos visuais, história sensível e excelentes atores. Vale a pena prestigiá-los:



Blog Lady Scott: http://www.ladyscott.blogspot.com/

Aqui quase longe
Sesc Avenida Paulista
Av. Paulista, 119
Tel: 11 3179-3700

Temporada: 15/07 a 13/08
Quartas e quintas, às 20h.

Ingressos: R$ 12,00 (inteira); R$ 6,00 (usuário matriculado no SESC e dependentes, +60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante); R$ 3,00 (trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes).

Por Thais Polimeni

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Vale-Cultura

O Vale-Cultura é criado.
Só falta ser votado e aprovado.
Depois, tem que ser ensinado.
Tanto para os empresários
Quanto ao proletariado.

Saiba Mais. Clique aqui.

Por Thais Polimeni

terça-feira, 21 de julho de 2009

[TEATRO] O Espírito da Coisa

Em cartaz no teatro Satyros 2, a atriz Rosaly Papadopol interpreta, com delicadeza e profundidade, a premiada escritora paulistana, Hilda Hilst, considerada uma das mais importantes vozes da Língua Portuguesa do século XX.

Hilda Hilst nasceu em 21 de abril de 1930 e faleceu a 4 de fevereiro de 2004. Recebeu 9 prêmios de Literatura, tendo publicado 28 livros de poemas, 24 livros de ficção, além de peças de teatro e traduções.

A peça não mostra, literalmente, as obras de Hilda. Não é uma peça para escola, estilo "Livros de Vestibular". É um espetáculo para refletir e, ao mesmo tempo, conhecer a intimidade da escritora. Percebemos que, mesmo com tantas realizações e reconhecimentos, Hilda Hilst também tinha dúvidas comuns de mulher, de filha, de aluna, de criança... Como dizem por aí: "É gente como a gente". É uma forma inteligente de aproximar os grandes escritores brasileiros do público comum.

Impossível não se identificar com pelo menos uma cena da peça. E mais impossível ainda é não refletir sobre o texto. Lembrei-me do espetáculo "A Alma Imoral", em que a atriz Clarice Niskier alerta, no início da peça, que terá momentos que perderemos algumas partes do texto, pois ficaremos refletindo sobre a fala anterior. E é mesmo! A gente acaba divagando e trazendo o texto de "O Espírito da Coisa" para diversas fases da nossa vida.

Além da incontestável excelente interpretação de Rosaly Papadopol e da belíssima dramaturgia de Gaspar Guimarães, vale a pena destacar a grandiosidade do cenário, que conta com uma árvore em cena!

Fica a dica! Lembrando que a peça vai só até semana que vem:

Hilda Hilst - O Espírito da Coisa
Espaço dos Satyros Dois, pça Roosevelt, 134
Terças e quartas, 21hs
R$ 30,00; R$ 15,00 (Estudantes, Classe Artística e Terceira Idade);
R$ 5,00 (Oficineiros dos Satyros e moradores da Praça Roosevelt)
Lotação: 70 lugares
Duração: 75 min
Classificação: 16 anos

* Foto de Lenise Pinheiro

* Informações sobre a autora: http://www.hildahilst.com.br/biografia.php

* Ficha Técnica do Espetáculo: Concepção e Atuação: Rosaly Papadopol; Direção: Ruy Cortez; Participação especial: Antonio Abujamra (VOZ em OFF de Apolônio - pai de Hilda Hilst); Autor: Hilda Hilst; Dramaturgia: Gaspar Guimarães; Coordenação de Dramaturgia: José Antônio de Souza; Consultoria Literária: José L. Mora Fuentes; Cenografia: André Cortez; Figurino: Anne Cerrutti; Iluminação: Fábio Retti; Direção Musical: Tunica; Música especialmente composta: Édson Tobinaga, executadas por Daniel Collaneri, trompete; Tarcísio de Arruda Paes, clarinete e saxofones e Edson Tobinaga., bandolim, violões, flauta-doce contralto, sintetizador e percussão de cozinha. Cenotécnico e Aderecista: Cesar Rezende; Operação de luz: Eduardo Gonzaga; Operação de som: Solange Mendes; Projeto Gráfico: Dado Motta; Ilustração para material gráfico: Olga Bilenky; Fotografia: João Caldas; Gravação em Vídeo/ Teaser/ Clip: Gustavo Haddad; Pesquisa: Rosaly Papadopol (colaboradores - Gaspar Guimarães e Ruy Cortez); Produção: Edinho Rodrigues; Assistente de Produção: Marta Tramonte; Assessoria de Imprensa: Adriana Monteiro; Assistência de Produção e Logística: Barbara Thire; Realização: SAMADHI PRODUÇÕES; Apoio Cultural: Instituto Hilda Hilst

Por Thais Polimeni

segunda-feira, 20 de julho de 2009

II Festival Paulínia de Cinema

Para quem produz cinema no Brasil, ver seu filme chegando a um festival é quase como ver um filho passando no vestibular. Sim, porque são tantas as dificuldades que enfrentamos em termos de burocracias, falta de investimento público-privado e mão de obra ainda em especialização, que só pelo fato de termos essa oportunidade, um novo ânimo se estabelece.

Fui convidada pelo amigo e diretor Pedro Struchi para a festa de abertura, com direito a tapete vermelho e tudo mais. Para mim, que tinha morado 4 meses em Paulínia produzindo o último filme do diretor Sérgio Rezende – “Salve Geral” , a sensação era de nostalgia

Voltar àquela cidade que pretende se tornar o grande centro cinematográfico brasileiro, desbancando o eixo Rio-São Paulo, só poderia me trazer uma certa expectativa, levando em consideração que no ano anterior eu não tinha comparecido à primeira edição do Festival

Na noite de abertura, tivemos o imenso prazer de assistir à primeira projeção do filme “À Deriva”, de Heitor Dhalia (mesmo diretor de “O Cheiro do Ralo”), com grande elenco: Vicent Cassel, Debora Bloch, Camilla Belle, Laura Neiva e Cauã Reymond. Destaque para a menina Laura, que estreia nas telas como atriz e logo de cara já mostra todo o seu potencial artístico com atuação singelamente madura e serena.

Coletiva de Imprensa - Laura Neiva (À Deriva)


Produções Regionais e Internacionais
Ao me deparar com uma coprodução internacional, sempre acabo criando a imagem de um filme como “Blindness” (Ensaio sobre a Cegueira, de Fernando Meirelles), cujo elenco seja impecável, as locações belíssimas, o roteiro instigante, aliado a uma boa montagem. O filme produzido por Lucélia Santos (Destino), no entanto, é exatamente tudo o que eu não esperava de um longa metragem em coprodução Brasil-China.

A sinopse do filme diz: “Uma jornalista descobre no interior de São Paulo uma vila abandonada. No passado, o local abrigara imigrantes chineses que trabalhavam na plantação de café. Conhece uma jovem chinesa e se envolve numa trama repleta de mistérios, que fará sua percepção de acaso e destino mudar por completo”. Essa história é transmitida de maneira confusa e aparentemente com graves problemas de roteiro e/ou montagem: momentos de tensão se misturam com passagens de tempo repentinas, causando estranhamento e uma sensação de tédio ao perdermos o fio condutor da história.

Ponto positivo para a produtora Lucélia Santos, que embora tenha sido bombardeada na coletiva de imprensa com críticas negativas sobre o longa metragem, respondeu prontamente todas as perguntas, sem deixar de lado as questões colocadas e, de forma honesta, “se defendeu”, dizendo que o filme fará mais sucesso na China, pois lá o público se identifica mais com esse tipo de condução da narrativa, estilo “novelão”.

Marina Person, ao lado de Lucélia Santos e elenco do filme "Destino"


Do outro lado da balança, na Categoria Curta Metragem Regional, “Prós e Contras”, de Pedro Struchi, conta despretensiosamente a situação de uma aposta feita entre dois amigos, elencando as vantagens e desvantagens de um relacionamento. O prêmio? Uma pizza! O curta foi eleito vencedor em dois prêmios: melhor roteiro e melhor ator (Alexandre Caetano) da categoria, encerrando oficialmente sua trajetória.

O desejo que sempre temos é o de vida longa ao cinema nacional. E que no próximo ano, tenhamos mais e mais orgulho de contribuir com o crescimento e aprimoramento da sétima arte no Brasil.

Para saber mais sobre os premiados, acesse http://www.festivalpaulinia.com.br/.

Por Carol Kaizuka
Fotos: Carol Kaizuka

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Thom Yorke e Michael Stipe em tributo

Saiu na edição desta quarta-feira, dia 15 de julho, do jornal Metro a notícia de que os líderes das bandas Radiohead e REM ,Thom Yorke e Michael Stipe, respectivamente, gravarão um álbum tributo para Mark Mulcahy, integrante da banda Miracle Legion.

No ano passado, a esposa de Mulcahy faleceu e o cantor declarou que encerraria sua carreira. Alguns admiradores do grupo, incluindo o duo citado, resolveram gravar “Ciao My Shining Star: The Songs of Mark Mulcahy” como pedido para que ele não parasse de tocar. É uma homenagem com ares de súplica.

Outros nomes estarão no disco homenagem. É o caso de Frank Black, do Pixies. No álbum, Yorke solta a voz na canção “All for the Best” e Stipe encabeça “Everything’s Coming Undone”.

É um projeto curioso. Primeiro, pelo fato de ser um tributo para alguém ainda vivo: como foi dito, é um CD homenagem, é um pedido de súplica para um músico talentoso continuar na ativa. Em segundo lugar, ter em um mesmo projeto dois dos nomes mais importantes da música desde os anos 90 torna obrigatório ouvirmos o álbum.

A previsão de lançamento do trabalho é para setembro. Aguardemos com ansiedade.

Por Leonardo Cassio