segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Grátis - HOJE

Hoje, terça-feira, 9 de fevereiro, a Cia. Articularte fará a pré-estreia do infantil "Caldeirão de Histórias". O espetáculo é feito com sombras e bonecos, e foi criado através do Projeto Garagem, da própria Cia. Articularte, desenvolvido durante 2009 em garagens de casas da zona Oeste da cidade de São Paulo. Nesses encontros, o grupo apresentava a peça "A Cuca Fofa de Tarsila" (Prêmio Panamco 2000) e depois estendia no chão um tapete repleto de objetos. A partir desses objetos, o diretor da cia, Dario Uzam, instigava esses pequenos públicos (crianças e adultos) a contarem suas histórias de vida.

Em 45 minutos, o espetáculo - indicado para crianças a partir de 5 anos, com ótimo acompanhamento de adultos – reúne histórias "muito interessantes, envolvendo curiosidade, ingenuidade e até medo", informa o diretor da Cia Articularte.

A Cia. completa 11 anos neste ano, sempre trabalhando com pesquisas teatrais e espetáculos, tendo ganhado diversos Prêmio como o Panamco 2000, Categoria Especial - Criação de Bonecos para o espetáculo A Cuca Fofa de Tarsila. Participou do Projeto Viagem Teatral - SESI (2000), da Caravana Paulista de Teatro/2000, da Secretaria do Estado da Educação. Em 2002, participou do Festival Nacional de Curitiba/Fringe com as peças: A Cuca Fofa de Tarsila e O Trenzinho Villa- Lobos, que também fez parte da Mostra Infantil de Bonecos (SESI); e do XI e XII Festival Espetacular de Teatro de Bonecos, em Curitiba, de caráter internacional. Prêmios Funarte Petrobrás para a produção da montagem "Era uma vez eu", texto de Luis Alberto de Abreu (autor da minissérie televisiva "Hoje é Dia de Maria").

CALDEIRÃO DE HISTÓRIAS
Criação Coletiva.
Direção geral: Dario Uzam.
Bonecos: Surley Valério e Cia. Articularte.
Manipuladores: Cida Lima, Manfrini Fabretti, Claudia Campos e Jussara Bracco. Operação de luz e som: Ricardo Soares.
Produção - Cia. Articularte.
Duração: 45 minutos.
Grátis.
Indicação: crianças a partir de 05 anos, com ótimo acompanhamento de adultos.

Pré-estreia
Dia 9 de fevereiro, terça, às 16 horas
Associação Nossa Turma: Av. Dr. Gastão Vidigal, 1946 - Vl. Leopoldina

Estreia
Dia 20 de fevereiro, sábado, às 16 horas
Casa do Pequeno Cidadão: Rua Aliança Liberal, 84 - Alto da Lapa

Assessoria de imprensa: ArtePlural

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Campus Party

A CCE está fazendo uma ação interessantíssima no Campus Party (maior evento de internet e tecnologia do mundo, que está acontecendo em São Paulo desde o dia 25 de janeiro): o "Desconectados CCE".

Desde que eu entrei no mercado de trabalho (sou formada em Publicidade), percebi que a área cultural tem uma enorme necessidade de divulgação e há poucos profissionais habilitados para isso, além, é claro, de pouca - ou quase nenhuma - verba para tal ação.

Assim, criei, com a uma amiga - Adriana Ferrari - este blog, para divulgar atividades culturais de qualidade. Em 2009, iniciei uma parceria com meu amigo Leonardo Cássio e muita coisa boa tem acontecido, como termos recebido o Top 3 no Prêmio Top Blog. Entre outras coisas, estamos trabalhando com divulgação de artistas e projetos culturais não somente através de blog, como também por outras redes sociais - Twitter, Youtube, Facebook, Orkut, etc. Essas ferramentas são extremamente eficazes e infinitamente mais baratas do que a publicidade tradicional.

Essa ação da CCE tem tudo a ver com que o Cult Cultura (eu e o Leo) pensa. O "Desconectados" funciona da seguinte forma: durante os 7 dias do Campus Party, 4 grupos terão a missão de conquistarem um lugar no mundo digital. Os grupos são: José, o artesão de máscaras que veio do Chile e expõe na Benedito Calixto; Sonhador e Peneira, a dupla de repentistas; Renan, um florista da Dr. Arnaldo e as costureiras da ONG Retece. Todos sem inicialmente sem e-mail, sem páginas do Orkut, sem saber o que é blog. Todos, coincidentemente, da área cultural. Todos, a caminho da descoberta das vantagens da inclusão digital.

Essa ação é transmitida ao vivo pelo Twitter e pelo blog da campanha.

Acessem e descubram:

Twitter: www.twitter.com/desconectadocce
Blog: http://desconectadoscce.posterous.com/
Youtube: www.youtube.com/user/desconectadoscce
Facebook: www.facebook.com/desconectadoscce
Orkut: www.migre.me/hf54
Flickr: www.flickr.com/photos/desconectadoscce

Por Thais Polimeni
Assessoria de imprensa: Diabloa4 - Érica Hans

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Tyson

Simples como sua origem e direto como seus golpes, o documentário Tyson conta a história de um Mike Tyson aposentado, pai, e ainda em conflito com algumas das personalidades criadas por ele mesmo desde que saiu das ruas do Brooklin para o topo do mundo.

Entre delitos e prisões, Tyson conheceu um boxeador que o apresentou para o homem que mudou a sua história, Cus D'Amato.

Cus via no então garoto um grande lutador que precisaria se esforçar muito, mas que já tinha qualidades que todo campeão tem que ter. Já o jovem Tyson, vindo de uma família desestruturada, encontrou uma figura paterna que lhe a ensinou tudo de dentro e de fora dos ringues.

Desde o início narrado pelo ex-campeão mundial dos pesos pesados (e bem narrado, por incrível que possa parecer para alguns), o documentário passa por todos os altos e baixos de sua vida fazendo uma mistura entre confissões, esclarecimentos e desculpas. Na maior parte do tempo, o filme leva o espectador a se simpatizar com esse personagem público. No entanto, algumas declarações confusas e perturbadas (às vezes perturbadoras) do pugilista revelam uma pessoa que sempre esteve em conflito consigo mesmo e com suas convicções.

Logo no início do documentário, a tela é dividida em alguns quadros e em cada um deles há um Tyson falando sobre algo diferente, como as vozes que ele afirma estarem constantemente em sua cabeça. No desenrolar do filme, o destaque fica para fragmentos de grandes lutas do campeão, inclusive das quais ele saiu derrotado por motivos que ele descreve no decorrer de sua narração, e suas declarações sobre aqueles que estiveram ao seu lado para prejudicá-lo.

É um filme seco e sincero como sempre foram as declarações de Mike Tyson desde o início de sua carreira, e por este motivo o filme se torna mais relevante para fãs do esporte do que para fãs do cinema.

O documentário irá estrear no Brasil nessa sexta-feira, 29 de janeiro. Veja o trailer abaixo:



Por Marcio Moreira, publicitário e leitor do Cult Cultura

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Invictus

Quando perguntados como fazer um filme, a maioria dos cineastas tem a mesma resposta na ponta da língua: em primeiro lugar, você deve ter algo bom para contar.

O que melhor que a história de um homem que, depois de passar 27 anos como preso político, volta para o seu país como presidente da república, podendo assim lutar contra os muitos problemas que o cerceavam?

Invictus, dirigido pelo grande contador de histórias Clint Eastwood, se passa desde a campanha de Nelson Mandela (Morgan Freeman) até seu mandato como presidente da África do Sul.

O novo líder assumiu a política de um país ainda dividido por questões culturais e raciais onde as marcas deixadas pelo apartheid ainda faziam parte da vida das pessoas. E Mandela, frente a esta realidade, concentra esforços em trazer união entre estas diferentes etnias que convivem no país.

O filme gira em torno de um dos seus maiores esforços neste sentido, o time que representa o país no Rugby, os Springboks.

Com sua formação na época composta majoritariamente por brancos, o time fez com que, durante anos, a grande maioria dos oprimidos pelo antigo regime torcesse contra ele nas partidas com seleções mundiais, fato que levou dirigentes políticos pós apartheid a tentar mudar cor e brasão do mesmo. Mandela interferiu nesta decisão alegando que havia uma minoria que amava estas cores e os tinha como representantes do país neste esporte. Atento a uma minoria que o pôs na prisão, o então presidente enxergava o poder do esporte em unir pessoas sem tomar parte por interesses de um lado ou de outro, mas pelo país.

Foi assim que ele começou a sua aproximação com o capitão da seleção François Pienaar (Matt Damon), impressionando o jovem jogador com a sua história e o fazendo acreditar em um bem comum para toda a África do Sul: ganhar a Copa do Mundo de Rugby de 1995.

Nesta parte, surge a primeira citação ao poema que dá nome ao filme. Mandela cita que para buscar o melhor de si é necessário se superar a cada dia, e que as palavras do poeta William Ernest Henley o faziam levantar quando em seus anos de exílio tudo o que ele queria era ficar deitado. As palavras que compõem o poema aparecem narradas por Morgan Freeman quando François e a seleção visitam a cadeia onde o presidente passou tanto tempo preso.

Nesta hora, também surge um de seus momentos mais sublimes, representado por palavras, onde François é questionado pela noiva se está tão pensativo por causa do jogo no dia seguinte. Ele responde que não, que está se perguntando como alguém fica 27 anos preso em um espaço tão pequeno pode sair de lá disposto a perdoar aqueles que o prenderam.

No final das contas, contar uma boa história é um fato relevante, mas Clint Eastwood vai além.
Em cada movimento de câmera, em cada zoom, em cada nota da trilha sonora, o diretor transparece o carinho que teve ao criar esta obra de arte épica. Mas não um épico tradicional, com heróis objetivos em grandes batalhas físicas. E sim a história real de um homem que precisou viver uma batalha consigo mesmo durante 27 anos para depois começar uma outra batalha que buscou tocar o coração e a alma de 43 milhões de cidadãos sul africanos e de todo o resto do mundo.

Um filme e um homem que devem ser imortalizados para que o ser humano não se esqueça de sua história e do que é capaz de fazer, com e para seus semelhantes.




O filme estreia nesta sexta-feira, 29 de janeiro.

Por Marcio Andrade, publicitário e leitor do Cult Cultura

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Onde Vivem os Monstros

É curiosa essa onda de filmes aparentemente inocentes, mas que, ao analisarmos mais profundamente, percebemos o quão complexos eles são.

"Onde Vivem os Monstros", assim como "Avatar", conta a história de dois mundos. No mundo "real", Max, o personagem principal, sente-se ignorado pela mãe e pela irmã. Depois de uma briga com a mãe, foge de casa e parte para um mundo só seu, onde vivem os monstros. Nesse mundo, ele é coroado Rei, com a incumbência de eliminar a tristeza e fazer com que a alegria permaneça eternamente.

Max, ao lado de seus novos amigos, cada um com uma característica marcante (o companheiro, o carinhoso, o reclamão, o emo, o calado, o ciumento), começa a criar um novo mundo para eles, um mundo onde os sentimentos são puros, onde os amigos dormem juntos, onde a união é essencial, a confiança é perene e o "Eu te amo" é verdadeiro.

Mas nem tudo são flores e, no decorrer de seu reinado, algumas coisas ruins acontecem. Apesar de tudo terminar bem, a insegurança, o ciúme e a inveja acabam destruindo as boas intenções de Max.

É um pouco triste, mas tudo isso nos faz refletir bastante, principalmente sobre nossos sonhos e nossas decepções. Uma ou outra atitude não deve fazer com que uma pessoa se decepcione com outra. Todos nós guardamos anjos e monstros dentro de nós. E coisas pequenas e isoladas não modificam nossa essência.

O importante é queremos fazer o bem, acreditarmos nos nossos sonhos e mobilizarmos o mundo para ir em busca dele. Se não conseguirmos, criemos o nosso próprio mundo!


Carol: Será um lugar onde tudo o que vc quiser que aconteça, irá acontecer.
Max: Nós com certeza, podemos construir um lugar assim.
Carol: É todo seu. Você é dono desse mundo.

Clique aqui e veja onde "Onde Vivem os Monstros" está em cartaz em São Paulo

Por Thais Polimeni

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Avatar

Quando assisti ao trailer de Avatar, não fiquei com a menor vontade de ir ao cinema, pois achei que fosse apenas mais um filme de ação com muitos efeitos especiais.

Mas no começo do ano, eu estava tendo uma conversa filosófica com uma amiga e ela sugeriu que eu assistisse ao filme, pois ele não era só plasticamente impecável, como também a temática era interessantíssima, utilizando-se da mitologia para explicar o surgimento do mundo.

Então fui assistir à versão 3D de "Avatar" no cine Marabá, na Avenida Ipiranga. O cinema é de cair o queixo. Ele foi revitalizado há pouco tempo e, além de terem mantido a decoração original, que nos faz entrar num clima nostálgico (principalmente pra quem frequentava as salas de cinema do centro de São Paulo, antigamente), agora conta com a tecnologia 3D. É uma união de 2 mundos. Perfeito para quem iria assistir ao Avatar.

Logo nas primeiras cenas do filme, a primeira frase do personagem principal já me fez sentir em casa. Ele falava sobre sonhos, sobre realidade, sobre algo que eu sempre pensei, desde pequena: "Será que o que eu estou vivendo agora é a vida real, mesmo, ou é um sonho? Será que o meu sonho é, na verdade, a vida real? O que é real e o que é sonho?"

Avatar conta a história de uma missão à Pandora, uma lua habitada por seres diferentes dos seres humanos, e que possui uma pedra extremamente valiosa na Terra (cerca de 20 milhões de dólares o quilo). Os habitantes de Pandora são maiores que os seres humanos, sua pele é azul e possuem rabo, mas a estrutura é basicamente igual a nossa. Para que os seres humanos conquistassem o apoio dos seres de Pandora, os cientistas terrestres criaram um avatar (ser de Pandora) a partir de um gene de um habitante da Terra. Este avatar ficava incubado até atingir o tamanho de um habitante de Pandora. Para ele ganhar vida, era preciso fosse feita uma conexão entre ele e o ser humano da Terra, possuidor do gene a partir do qual ele foi criado.

E essa conexão é o que deixa o filme mais instigante: O ser humano entra em um aparelho. Ao dormir, ele estabele uma conexão com o seu Avatar que, ao acordar, vive a vida em Pandora. Quando o avatar dorme em Pandora, o ser humano acorda no aparelho e passa a viver a vida normal em seu corpo de origem.

Parece complicado, mas é extremamente interessante. É claro que quem assistir ao Avatar superficialmente, vai sair da sala falando que é um filme com efeitos especiais e com o roteiro de Pocahontas. Tem que ir com a mente aberta a novas possibilidades, abstrair e extrair sua essência. Vale a pena refletir sobre as conexões existentes entre nós, sobre as infinitas possibilidades da nossa imaginação e sua aplicação à realidade, em prol do bem comum.

Assista abaixo ao trailer e, caso o roteiro não tenha lhe chamado a atenção, seus olhos certamente irão brilhar com a alta qualidade da animação:





Clique aqui e vejas em quais salas de São Paulo o Avatar está em cartaz.

Por Thais Polimeni

sábado, 23 de janeiro de 2010

As artimanhas do vagalume

Com um roteiro baseado no poema "Círculo Vicioso", de Machado de Assis, o infantil "As Artimanhas do vagalume" encontra-se em cartaz no Teatro das Artes, no shopping Eldorado, em São Paulo, aos sábados e domingos às 16h.

Cleber Tolini, Isabelle Marques, Thalita Carauta e o diretor Rodrigo Sant’Anna interpretam quatro crianças que invadem o galpão abandonado da escola onde estudam. Ao encontrarem um livro de Machado de Assis, resolvem encenar o poema "Círculo Vicioso", usando o local abandonado e adaptando-o para o cenário onde a história será narrada. A trilha sonora inclui o trance, vertente da música eletrônica.

O cenário é de cair o queixo!




Para ver mais fotos de "As artimanhas do vagalume", clique aqui

As artimanhas do vagalume
Sábados e domingos, 16h
Até 28 de fevereiro.
R$50,00
Direção e supervisão de texto: Rodrigo Sant’Anna
Texto: Criação coletiva
Elenco: Cleber Tolini, Isabelle Marques, Thalita Carauta e Rodrigo Sant'Anna
Duração: 50 minutos
Classificação: Livre
Recomendação etária: a partir de 5 anos

Teatro das Artes
Shopping Eldorado – 3º piso
Av. Rebouças, 3970 – Pinheiros
Tel: (11) 3034-0075
Capacidade: 743 lugares
Horário de funcionamento da bilheteria: terça a domingo a partir das 14h às 20h. Aceita os cartões: Visa, Master e Diners
Possui acesso para deficientes e ar condicionado

Assessoria de imprensa
Arteplural

Texto: Arteplural e Thais Polimeni
Fotos: Thais Polimeni